Domínguez vive dilema e titular do ataque segue como incógnita no Atlético

Domínguez ainda busca uma referência para o setor ofensivo em meio à sequência decisiva da temporada

Domínguez vive dilema e titular do ataque segue como incógnita no Atlético
Reinier lamenta gol sofrido pelo Atlético contra o Bragantino Foto: Fred Magno / O Tempo

Por : Pedro Faria

Se Eduardo Domínguez parece ter encontrado um padrão para o Atlético, principalmente com a bola e no setor defensivo, o jogador que vai comandar o ataque segue sendo uma incógnita. Cassierra e Reinier ainda não conseguiram se firmar e vivem revezando a titularidade. A dúvida ganha ainda mais importância em um momento decisivo da temporada, com o Galo classificado na Sul-Americana e a poucos dias do primeiro clássico contra o Cruzeiro pelas quartas de final da Copa do Brasil.

Reinier começou o empate por 2 a 2 com o Bragantino, na noite dessa quarta-feira (19/8), na Arena MRV, mas pouco produziu e deu espaço a Cassierra durante a partida. O colombiano também não conseguiu criar perigo ao gol adversário. Apesar das dificuldades no comando do ataque, o Galo buscou o empate no fim e garantiu a classificação para as quartas de final da Sul-Americana.

Nas escolhas recentes de Domínguez, Reinier parece ter conquistado uma leve vantagem na disputa. O atacante foi escolhido para começar os dois confrontos contra o Bragantino pelas oitavas de final da competição continental. Já nos últimos jogos em que o treinador optou por uma formação mais alternativa, Cassierra foi o escolhido para iniciar entre os titulares. Borbas e Cauã Soares, outras opções para a ‘camisa 9’, não receberam minutos nas últimas semanas.

Desde a parada para a Copa do Mundo, o colombiano participou de todos os jogos do Atlético, mas foi perdendo espaço aos poucos. O centroavante vive um jejum de 13 partidas sem balançar as redes. Reinier, por sua vez, também ainda busca maior regularidade, embora tenha marcado no empate contra o Remo pelo Campeonato Brasileiro.

Mesmo assim, a disputa está longe de ter um vencedor. Após o empate com o Bragantino, Domínguez foi questionado sobre a ausência de Cassierra entre os titulares e explicou que a escolha por Reinier foi baseada no que imaginava que o Atlético precisaria para a partida.

“Primeiro que, se jogasse Cassierra a pergunta seria sobre o Reinier. Agora é porque o Cassierra não joga. Sempre teremos dúvidas sobre um jogador sim e outro não. Não pensamos o jogo assim. Pensamos no Reinier no meio-campo, ele é um centroavante completo, tem a tendência de sair e jogar. Mas não tivemos a bola. Não ganhamos a primeira, a segunda bola, sem ter a possibilidade de poder construir o jogo. Então tínhamos que dividir a bola a todo tempo e não é a característica de Reinier e também não é do Cassierra”, explicou Domínguez.

Contra o Bragantino, o Galo teve enormes dificuldades para controlar a posse de bola durante o primeiro tempo. Sem conseguir vencer as disputas e construir desde trás, a equipe recorreu às ligações diretas. Nesse cenário, Reinier ficou isolado e praticamente não participou do jogo.

A própria análise de Domínguez ajuda a explicar por que a definição do titular para o clássico pode ser mais complexa. Diante do Cruzeiro, o Galo pode encontrar novamente dificuldades para construir desde o campo defensivo. A equipe celeste costuma pressionar a saída de bola adversária, e o Atlético pode recorrer em alguns momentos às ligações diretas para escapar da marcação. Justamente o tipo de jogo que, segundo Domínguez, não favorece nenhum dos dois atacantes.

Antes do mata-mata, o treinador ainda terá uma oportunidade para observar suas opções. O Atlético enfrenta o Internacional no próximo sábado (22/8), pelo Campeonato Brasileiro, no último compromisso antes de voltar completamente as atenções para a Copa do Brasil. Na terça-feira (25/8), o Galo enfrenta o Cruzeiro, no Mineirão, pelo jogo de ida das quartas de final.