Manifestação de comunidades fecha MG-10 em protesto contra acionamentos de sirene da Anglo American
Manifestantes protestam contra sucessivos acionamentos de sirenes de emergência e cobram respostas da mineradora
Por ; Mateus Pena
Comunidades de Conceição do Mato Dentro, Alvorada de Minas e Dom Joaquim, na região Central de Minas Gerais, além do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), bloqueiam a MG-10 desde a madrugada desta terça-feira (18/8) em protesto contra os recorrentes acionamentos das sirenes de emergência de barragens da Anglo American. A manifestação ocorreu no trecho entre Conceição do Mato Dentro e Dom Joaquim e provocou a interdição da rodovia.
Segundo o MAM, o protesto foi motivado pelo acionamento das sirenes de emergência da mineradora na última quinta-feira (13/8), por volta das 20h40. O movimento afirma que o episódio foi mais um acionamento considerado “acidental” e cobra esclarecimentos e responsabilização da empresa.
O movimento aponta que o bloqueio da rodovia impediu a circulação de ônibus da Anglo American e levou representantes das comunidades a se reunirem com a mineradora, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Militar (PMMG). O objetivo do encontro é discutir os sucessivos acionamentos das sirenes e os impactos provocados nas comunidades da região.
O grupo classifica os episódios como uma forma de “terrorismo de barragens” e afirma que os acionamentos provocam medo e insegurança entre moradores. A acusação é de que a prática seria utilizada como mecanismo de pressão sobre famílias que vivem nas áreas atingidas pela atividade minerária.
Comunidades cobram respostas
Em publicação nas redes sociais, o MAM afirma que moradores, comunidades tradicionais e quilombolas da região enfrentam há mais de 15 anos impactos relacionados à mineração, incluindo problemas ambientais, alterações nos recursos hídricos e insegurança.
Os manifestantes reivindicam medidas relacionadas à segurança, acesso à água potável, respeito aos territórios, consulta prévia às comunidades, reassentamento, atendimento à saúde e preservação das culturas locais. “A nossa vida e a nossa terra não estão à venda”, afirmou o movimento na publicação.
A manifestação também cobra que a Anglo American participe diretamente das discussões com as comunidades afetadas e que os moradores tenham participação nas decisões relacionadas aos empreendimentos minerários.
A reportagem procurou a Anglo American e o MPMG para posicionamento. A resposta é aguardada e o espaço segue aberto.


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