Suspeito de matar namorada em BH inventou versão de autoextermínio antes de confessar o crime

Suspeito de matar namorada em BH inventou versão de autoextermínio antes de confessar o crime
Segundo vizinha, Stifanie vivia momento delicado após perder familiares próximos nos últimos anos Foto: Mateus Pena/O TEMPO

 

O suspeito de matar Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 35 anos, encontrada morta dentro de um apartamento no bairro Camargos, na região Oeste de Belo Horizonte, disse que a estrangulou após os dois discutirem e ela pedir que ele saísse de sua casa. A informação foi repassada pelo delegado Thiago Megale, do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de Minas Gerais, na tarde dessa quarta-feira (22/7), durante atendimento à imprensa.

 

O homem, conforme relatado à polícia, estava morando no apartamento da mulher há menos de um mês. Na tarde desta terça-feira (21/7), o suspeito, de 24 anos, compareceu à delegacia após ser identificado pelos investigadores. Ele estava sendo procurado desde a manhã de segunda, após vizinhos encontrarem o corpo de Stifanie já em avançado estado de decomposição. Após ser ouvido, ele foi preso em flagrante e encaminhado ao Ceresp Gameleira, na região Oeste de BH. 

 

Segundo o delegado responsável pelo inquérito, em um primeiro momento, o suspeito negou que tenha matado a namorada. Em seu depoimento, ele afirmou que ela teria tirado a própria vida. No entanto, após falar algumas contradições, ele acabou confessando o feminicídio.

Para Megale, a versão do autoextermínio foi elaborada pelo homem após ele encontrar no imóvel um laudo psiquiátrico da vítima. “A situação psiquiátrica dela se agravou depois que ela perdeu a mãe há dez meses. Ele já sabia desse quadro de saúde mental, disse que ela tinha episódios de ‘altos e baixos’ e afirmou que ela usava remédios em excesso”, disse. 

Durante seu depoimento, o homem afirmou que na última quinta-feira (16/7), ele e Stifanie discutiram e durante a briga ela teria expulsado ele de sua casa. Na sequência, ainda segundo o relato, ele teria a esganado e ocultado seu corpo dentro de um dos quartos do apartamento. “Para ocultar o mau cheiro ele colocou diversos cobertores sobre o corpo da vítima, deixou a janela fechada e usou um odorizador de ambientes para despistar o cheiro”. 

No dia em que o corpo foi encontrado, um vizinho da vítima contou à reportagem de O TEMPO, que o suspeito frequentava o apartamento nos últimos dias. “Ele sempre passava pelo corredor, mas não cumprimentava ninguém. Era uma pessoa muito apática, não demonstrava emoção nenhuma. Me surpreende pensar que eu cruzei tantas vezes com um possível assassino na porta da minha casa”, disse o morador.