Homem que ficou 40 anos no corredor da morte nos EUA é libertado

Defesa diz que relatório confirmou que DNA de acusado não correspondia às evidências do crime

Homem que ficou 40 anos no corredor da morte nos EUA é libertado
O ex-condenado à morte Douglas Carter comparece ao Tribunal do 4º Distrito para uma audiência de fiança em 28 de setembro de 2026 em Provo, Utah Foto: Getty Images via AFP

Por AFP

Condenado por assassinato, um homem de 71 anos que passou décadas no corredor da morte nos Estados Unidos foi libertado na segunda-feira (28) após um relatório afirmar que seu DNA não correspondia às evidências do crime. As informações foram divulgadas por sua equipe de defesa.

Douglas Carter foi condenado à morte em 1985 pelo assassinato de Eva Olesen, tia do então chefe de polícia de Provo, Utah. Ele foi condenado à morte novamente após um segundo julgamento em 1992. Agora, um juiz ordenou sua libertação sob fiança enquanto aguarda um novo julgamento.

A versão dos fatos apresentada pela acusação era a de um assalto que deu errado. Carter, um homem negro, foi implicado por duas testemunhas e assinou uma confissão.No entanto, ele afirma que é inocente e alega que assinou a confissão sob coação da polícia.

Segundo sua equipe de defesa, as evidências físicas e os depoimentos das testemunhas indicam que um homem branco assassinou Olesen.

"O Estado roubou 41 anos da vida dele e o submeteu aos horrores do corredor da morte por mais de 40 anos, mas esta noite ele finalmente está em casa", disse o advogado de Carter, Neal Hamilton, em um comunicado à AFP. "É um grande dia", afirmou.

No ano passado, a Suprema Corte de Utah ordenou um novo julgamento, citando "má conduta grave" por parte dos investigadores.

Nenhuma prova física ligava Carter à cena do crime, e sua condenação foi baseada em sua confissão e no depoimento de duas testemunhas: Epifanio Tovar e sua esposa Lucía.

Em 2011, os Tovar afirmaram ter recebido ordens para mentir no tribunal e que a polícia pagou suas contas de aluguel, telefone e outros serviços. Eles também alegaram que a polícia os ameaçou, juntamente com seu filho, de deportação.