Moraes cancela pronunciamento em meio a revelações no Caso Master e crise no STF

Assessoria do magistrado não explicou o motivo, mas afirmou que declaração será remarcada para data futura

Moraes cancela pronunciamento em meio a revelações no Caso Master e crise no STF
Ministro Alexandre de Moraes • Carlos Moura/SCO/STF.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelou o pronunciamento que faria sobre as últimas revelações no Caso Master e a crise na Suprema Corte nesta quinta-feira (10). A assessoria do magistrado não revelou o motivo, mas afirmou que a declaração será remarcada para uma “data oportuna”.

A declaração ocorreu um dia após o presidente do STF, Edson Fachin, retirar Moraes da relatoria do inquérito das fake news. A apuração estava sob a supervisão do magistrado desde 2019, e era cerca de controvérsias por supostamente ter sido usado contra desafetos do ministro.

Mais recentemente, ele chegou a pedir a inclusão do ministro André Mendonça no inquérito, após o magistrado tornar público um relatório da Polícia Federal que mostrava a relação de proximidade de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Moraes acusa Mendonça de “usurpar” a direção das investigações do Ministério Público, direcionamento de investigação contra o magistrado e condução irregular nas tratativas de delação premiada. As suspeitas têm como base relatórios de inteligência da Polícia Federal sobre a atuação de Mendonça nas operações Sem Desconto, que investiga fraudes relacionadas ao INSS, e Compliance Zero, ligada ao Banco Master.

Como consequência desse relatório, Mendonça chegou a determinar o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, com o argumento de que ele estaria utilizando a corporação para “constrangimentos ilegais” contra autoridades. Essa decisão foi revertida pelo ministro Flávio Dino, que a classificou como um “atropelo processual”, uma vez que Mendonça e Moraes deveriam prestar esclarecimentos ao presidente Fachin.

Nessa quarta-feira (10), o chefe da Suprema Corte determinou a suspensão das decisões de Mendonça e Dino, e convocou uma sessão do plenário para 15 de setembro para que o conjunto do STF julgue o afastamento de Andrei Rodrigues.