Renan Santos diz que próximo presidente deve interditar o Brasil e declarar guerra ao STF
Candidato à Presidência voltou a dizer que não cumprirá decisões do Supremo que considerar ilegais; declarações foram dadas durante entrevista a uma rádio
Por :Paulo Leite
BRASÍLIA - Dois dias após o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), voltar atrás e permitir a campanha digital de Renan Santos (Missão), o candidato à Presidência da República acusou o magistrado de agir por “vingança”. “Em resumo, foi apenas uma bizarrice. Eu acho que foi vingança pelas manifestações e atos que fizemos contra ele. Não vejo nenhuma outra razão”, disse o presidenciável nesta quinta-feira (3/9) em entrevista à rádio BRADO.
Em meio ao escândalo do banco Master e de supostas relações entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ministros do STF, o candidato disse que, após tomar posse, o próximo presidente da República deve “interditar o Brasil” até Toffoli e Alexandre Moraes deixarem a Corte. “Ou é guerra com o STF, ou não é mais nada. Não há o que se dizer. A República acabou”, disse. Entretanto, não explicou como essa medida seria tomada e se há previsão legal para isso.
Para Renan Santos, “decisões de Alexandre de Moraes não devem ser reconhecidas pelo Estado brasileiro até ele ser derrubado”. O presidenciável também reiterou que, caso seja eleito, não irá cumprir que “decisões ilegais” do Supremo , mas não explicou quais ações seriam essas.
Protestos contra Toffoli
Em janeiro deste ano, o Movimento Brasil Livre (MBL), organização criada por Renan, promoveu protestos em frente à sede do Banco Master, em São Paulo, em que pediam o impeachment de Toffoli após revelações de um suposto envolvimento do ministro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. À época, o magistrado era o relator do caso Master no STF. O ministro nega irregularidades.
Suspensão da campanha digital
Durante a entrevista à rádio “BRABO”, o candidato do Missão se defendeu de eventuais irregularidades na sua campanha e alegou que o sistema de registro de candidaturas do TSE é confuso e sem explicações claras sobre a distinção entre o que é considera “site oficial” e "perfil" em redes sociais. Renan Santos acredita que Toffoli recuou da decisão depois de perceber que mais de 6 mil candidaturas poderiam suspensas por terem informações incompletas.
“Diante de uma confusão gerada pelo próprio TSE, é de bom tom que eles corrijam e não gerem problemas aos envolvidos, dado que isso aconteceu com milhares de candidatos de todas as linhas política.”


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