Vitória com reservas mostra que Domínguez tem Atlético nas mãos antes de clássico

Mesmo com a equipe modificada, Galo manteve o padrão e mostrou sinais de que Domínguez conseguiu evoluir a equipe

Vitória com reservas mostra que Domínguez tem Atlético nas mãos antes de clássico
Atlético de Domínguez chegou ao 13º jogo de invencibilidade Foto: Pedro Souza

Por : Pedro Faria

O triunfo em cima do Vitória por 2 a 1, nesse sábado (29/8), na Arena MRV, respondeu algumas perguntas dentro do Atlético. Às vésperas de decidir uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil contra o Cruzeiro, Eduardo Domínguez trocou toda a equipe, apostou nos jovens e, ainda assim, viu o Galo manter as características que se tornaram marcas da sequência de 13 jogos de invencibilidade.

Contra o Vitória, Domínguez preservou seus principais jogadores pensando no clássico desta terça-feira (1º/9). A escalação teve média de idade de apenas 22,3 anos e contou com nomes que vêm ficando no banco de reservas. Ainda assim, o time reproduziu boa parte do padrão apresentado pelos titulares, como a consistência defensiva e o fato de saber o que fazer quando tem a bola. Ao mesmo tempo em que o treinador adaptou a estrutura às características das peças que tinha à disposição.

A própria escalação serve como exemplo. Entre os titulares escolhidos por Domínguez, apenas o jovem Vitão era zagueiro de origem, mas, em campo, Preciado e Natanael recuavam para formar uma linha de cinco ao lado de Vitão, Tomás Pérez, volante de origem, e Kauã Pascini quando o Galo não tinha a bola. A proteção permitia que os jogadores mais à frente fossem agressivos na pressão sem deixar a defesa tão exposta.

Com a bola, a linha de cinco se desfazia e os jogadores de lado ganhavam liberdade para avançar. Pascini e Preciado subiam, o Galo ocupava o campo ofensivo com mais jogadores e conseguia empurrar o Vitória para trás. Foi assim que construiu um jogo de amplo controle, com 61% de posse de bola e poucas oportunidades concedidas ao adversário.

Mais à frente, Borbas atuou como referência, enquanto Reinier teve liberdade, funcionando quase como um ‘enganche’ entre o meio-campo e o ataque. A movimentação ajudou o Atlético a ocupar os espaços entre as linhas do Vitória - foi em uma situação assim que o camisa 19 conseguiu marcar seu gol na partida.

Além do coletivo, Domínguez ganhou opções individuais. Vitão atuou pelo terceiro jogo seguido e mostrou evolução com a sequência de partidas. Gabriel Delfim ganhou ritmo já que que pode ser acionado contra o Cruzeiro caso Everson não consiga retornar, enquanto Borbas marcou pela primeira vez com a camisa atleticana.

As alternativas são importantes principalmente no ataque, setor onde Domínguez tem dificuldade em encontrar seu titular. Contra o Vitória, Borbas encerrou um jejum de 13 meses sem marcar, enquanto Reinier também deixou sua marca, apesar de ter atuado mais recuado. Considerado titular da equipe, Cassierra foi poupado e pode retornar para o clássico.

Com isso, o treinador ganhou mais algumas opções justamente antes do compromisso mais importante do ano. O Atlético recebe o Cruzeiro na Arena MRV na terça-feira (1º/9), depois de empatar por 1 a 1 no Mineirão. Uma vitória coloca a equipe alvinegra nas semifinais. Em caso de novo empate, a decisão fica para os pênaltis.